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26 de Outubro de 2020

As "bandeirinhas" do período eleitoral

Direito do trabalho. Direito eleitoral.

Carla Martins, Bacharel em Direito
Publicado por Carla Martins
há 9 dias

Nessa época de campanha eleitoral, os trabalhadores informais são forçados a vender sua mão-de-obra nas campanhas, tanto interna quanto externa. Ainda mais esse ano, que por conta da pandemia, o índice de desemprego é muito grande. Acredito que superou os índices dessa década, pois a sociedade atual nunca enfrentou os efeitos de uma pandemia.

Nesse período eleitoral, os trabalhadores informais “correm” atrás por trabalhos conhecido como “bico”. Ou seja, é aquele trabalho para aumentar a renda, pois só temos eleição de 2 em 2 anos. Portanto, é um trabalho sazonal.

Segundo um artigo de 2016, publicado pela redação NSC Total¹, os “bandeirinhas” possui dois tipos de jornada de trabalho.

A jornada de 6 horas com 30 minutos de descanso e, a jornada de trabalho, fora do horário comercial, em dias úteis e feriados.

“A rotina das bandeirinhas é ficar parado o tempo todo, tremulando bandeiras. A diarista Ana Regina Custódio da Silva, 53 anos, há 18 militando por candidatos a vereador e prefeito na Capital, já ajudou a eleger muita gente e se diz orgulhosa de seu trabalho”.

A equipe de bandeirinhas é formada, em média, de 15 a 30 pessoas, que além de segurar bandeiras, distribui adesivos e santinhos em alguns casos.

Há até advogados que atuam como bandeirinhas. É o caso do advogado Carlos Henrique Geller, 68 anos.

“Cego, ele balançava a bandeira com o número 11 na esperança de fisgar outros eleitores que também decidam votar na pepista. Carlos se diz um "cabo eleitoral espontâneo", que considera "a política a mola mestra da sociedade”.

As bandeirinhas contam que “eventuais despesas na rua são por nossa conta, e esse trabalho voluntário por um candidato e uma ideia faz parte da essência da política”.

“Há também muitas pessoas que não são contratadas, mas participam como voluntários”.

“Já a equipe de Gean Loureiro afirmou que são 50" bandeirinhas "contratados e registrados na prestação de contas da campanha. Eles recebem R$ 35 por dia, a cada duas semanas”.

Referências:

1. A rotina dos “bandeirinhas” que trabalham na campanha em Florianópolis. Disponível em: https://www.nsctotal.com.br/noticias/a-rotina-dos-bandeirinhas-que-trabalham-na-campanha-em-florianopolis. Acessado em: 17/10/2020.

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